04 maio 2011

Portal

Criado pela Valve em 2007, Portal é um action-puzzle game (mais puzzle do que action) que tem como premissa a interação com o cenário a partir da criação de portais interespaciais para resolver os enigmas. Ganhador de vários prêmios e muito elogiado pela crítica, este jogo conquistou uma nação inteira de fãs ao redor do mundo devido a sua inovação e características, que veremos a seguir, que fazem com que seja um jogo único.

Conheci o Portal através de uma lista feita pelo de jogos que eu deveria jogar para recuperar o tempo que tinha ficado sem um computador decente. Eu me enrolei bastante até conseguir. Lembro que a Steam deu ele aos seus usuários, mas eu só tive paciência para entrar no site e baixá-lo no último dia da promoção. Baixei, instalei e comecei a jogar... só parei quando consegui zerar.


Como funcinam os portais.
O principio do jogo é bem simples, em uma perspectiva de primeira pessoa você tem que atravessar as câmaras resolvendo os desafios e superando seus obstáculos para chegar até a saída e ir em direção a próxima sala. Simples? Nem tanto! Algumas dessas câmaras contêm desafios que são impossíveis de se resolver somente andando e pulando. Para isso temos a Portal Gun (Aperture Science Handheld Portal Device), arma que cria dois portais físicos, um azul e outro laranja. Tudo que entra em um portal sai no outro. Ai entra a diversão em resolver os puzzles utilizando a mecânica dos portais, a física do jogo e as outras ferramentas possíveis, como o Companion Cube entre outros.
 
Todo o jogo se passa dentro dos laboratórios da Aparture Science e a história é narrada pela AI, que também é a vilã do jogo, GLaDOS. É ela que cria os testes e mantém uma conversa com Chell, a protagonista, sobre a dificuldade e a importância dela realizar tais provas. GLaDOS também é dona de um humor sarcástico e irônico, que deixa o clima do jogo muito divertido e às vezes faz você pensar sobre a maneira que tenta manipular as coisas.

The cake is a lie

Graficamente o jogo é bem bonito, não tem nada de esplêndido, ainda mais comparado aos jogos de hoje em dia, mas não perde nada por isso. A Valve tem a característica de focar na diversão, jogabilidade e na história do jogo, o que eu considero realmente importante, e mantém os gráficos bonitos, simples e muito caprichados e é o suficiente pra fazer muito sucesso, comprovando que qualidade gráfica não é tudo.


O único ponto negativo do jogo é sua extensão; em no máximo 4 horas você consegue termina-lo. Mas isso é até que aceitável, pois com o conteúdo extra que é liberado depois temos mais algumas câmaras modificadas para uma dificuldade avançada, o que rende algumas horinhas a mais de diversão. Outro ponto é o histórico da Valve de lançar sempre os primeiros títulos mais limitados e expandi-los bastante na sua sequência (vide L4D e L4D2; TF e TF2; e o próprio Portal 2).

Portal com certeza é o melhor puzzle game que joguei (principalmente depois de jogar o segundo) e entra fácil para uma lista de melhores jogos de qualquer pessoa que tenha jogado. Sua dinâmica e jogabilidade são muito boas, gráficos bonitos e tem enigmas realmente bons. Os pontos mais altos são as falas da GLaDOS e a diversão que é ficar resolvendo os testes das maneiras mais absurdas possíveis. Altamente recomendável. Nota 9,2. No fim esse é um jogo que vai virar um clássico. E não jogue o 2 sem ter terminado esse!!

13 março 2011

DeathSpank



DeathSpank, the Dispenser of Justice, Vanquisher of Evil and Hero to the Downtrodden. Esse é o cartão de visitas desse destemido herói e protagonista da história. DeathSpank é um action-RPG lançado em 2010 pela Hotheade e impressiona pela simplicidade e principalmente pela sua veia cômica. É um jogo bem casual que eu joguei em modo janela até, mas é bastante empolgante e é garantia de muitas risadas.

Me apresentaram o jogo com a premissa de que "eu tinha que jogar pois era o cúmulo da zoeira" e nisso vi alguns gameplays e sem pensar duas vezes instalei na minha máquina e comecei a jogar. A princípio, antes de ver a abertura, podemos imaginar que é um jogo comum com uma ou outra piada, mas depois você percebe que cada detalhe do jogo foi feito para ser engraçado sem que esse humor seja enjoativo.

 
A história do jogo é bem básica - DeathSpank esta atrás de um poderoso artefato, conhecido como The Artefact e a trama se passa em busca desse objeto. Logo na primeira main quest você já alcança esse feito, mas nosso atrapalhado herói consegue ser roubado e o perde, a partir disso o objetivo é recuperá-lo das mãos do vilão, Lord Von Prong. Já as side quests são totalmente genéricas, que vão desde matar galinhas, coletar latinhas para reciclagem e destruir um sino da igreja que atrapalha os vizinhos até terminar missões incompletas deixadas por um velho herói aposentado. Porém, apesar dessas quests serem comuns, elas são bem empolgantes, pois os motivos para elas serem pedidas e os diálogos são muito divertidos e fazem querer completá-las e começar outras, e são realmente muitas.

Os personagens, tanto principais como os secundários, cumprem o papel de deixar a aventura mais engraçada. É possível ter conversas muito agradáveis com a Vaca, com o Personagem Randômico e em alguns casos até com alguns inimigos antes da batalha. As escolhas nos diálogos não interferem no andamento do jogo, DeathSpank não tem um sistema moral para o personagem, ele é um herói que aniquila o mal e isso não vai mudar. O que a princípio pode parecer ruim na verdade é algo até bom, pois com isso podemos optar pelas inúmeras besteiras que o jogo propõe, isso inclui tirar sarro do fato dos órfãos não terem pais, ajudar um casal de fazendeiros a fazer as pazes – com algumas mentirinhas – entre outras. E encontrar essas figuras em qualquer canto do world é comum; no meio de alguma estrada ou esperando na entrada de uma caverna.


O mapa é bem extenso e variado. Podemos distribuir a justiça em vários ambientes diferentes, desde montanhas gélidas, mais ao norte, até cemitérios, pântanos e locais demoníacos; e o cenário 'planetário' de DeathSpank - similar ao Super Mario Galaxy, que vai girando a medida que o personagem anda – faz com que a interação com o ambiente seja mais divertida.

A qualidade nos efeitos de sombra e iluminação também são uma característica do jogo. Locais perigosos infestados de monstros e calmos vilarejos são bem definidos pela utilização desses efeitos. A parte gráfica é igualmente simples, como todo o jogo, entretanto não deixa nada a desejar. A junção de elementos 2D e 3D e o trabalho com as cores das paisagens fazem com que o jogo seja bem bonito.


A jogabilidade não poderia ser diferente, com o controle do Xbox360 não há o que reclamar e caso seja um adepto do mouse e teclado o sistema click and point é o adotado e os menus estão distribuídos na tela de maneira prática. O combate também não fica pra trás, apesar de  repetitivo, como em vários jogos com o mesmo tipo de ação.

O inventário me lembrou bastante o do Munchkin (nota: escrever sobre munchkin), com nomes esdrúxulos e características improváveis. Imagine vencer o mal utilizando a poderosa ‘Mega Spinning Blade Sword’ ou ainda um ‘Thunderstomp Club’ e muitas outras armas e armaduras – muitas mesmo - de curto e longo alcance. E nessa mesma linha todos os itens têm formas e propriedades com tom de comédia.

-Are you here to save me?
-That's what my quest log says!

Por fim, DeathSpank é um jogo muito rico e bastante animado. Seus pontos altos são a simplicidade e o humor irreverente, juntamente com os diálogos e personagens. Por ser um game mais casual, pode render por umas boas horas – eu fechei em 10 horas e fiquei duas semanas jogando, aproximadamente. O único ponto negativo que encontrei é que é dificil jogar mais que algumas horas ao dia, não é o tipo de jogo que alguém sente e jogue por mais de duas horas seguidas, é possível que o sistema de combate comece a ficar repetitivo em determinado ponto e faça você salvar e continuar outro dia – fato que acontecerá provavelmente.

Eu me diverti bastante enquanto jogava e acho que todos que curtem um jogo mais casual, sem compromisso e apreciam uma levada menos séria de vez em quando deveriam jogar DeathSpank. Minha nota geral pra ele é 8,7. Tanto que já estou jogando a continuação. DeathSpank Thongs of Virtue.

02 março 2011

Jogos

Vou tentar começar uma sessão nova aqui no Mamute Verde e escrever sobre games. Basicamente serão reviews sobre jogos para PC, até porque eu 99% do que jogo é no computador e não nos consoles. Será algo totalmente novo, visto que nunca fiz esse tipo de texto antes.

O pessoal que acompanha os reviews de jogos sempre busca uma análise mais densa e com detalhes sobre jogabilidade, gráficos, som e todos os outros aspectos de um jogo. Meu conhecimento em alguns desses tópicos é bem limitado (não sou nenhum especialista no assunto, sou um mero jogador) e devido a isso os textos serão, de certa forma, simples. O que proponho a apresentar aqui é a minha experiência enquanto jogador e os pontos altos e baixos que consegui observar. Ou seja, será a minha opinião sobre os jogos; o que gostei e o que me desagradou.

26 fevereiro 2011

Dexter


Algum contemporâneo meu e que desconheca a série já perguntaria: -"Dexter? O desenho?" Mas apesar do personagem principal também ser um nerd e ficar uma boa parte do tempo no laboratório a abordagem é um pouco diferente.

Dexter é um seriado baseado nos livros de Jeff Lindsay que conta a história de Dexter Morgan, um serial killer que trabalha no departamento de homicídios da Miami Metro Police como analista forense e que usa seu tempo livre e noites para caçar suas vítimas. Porém, esse processo é (ou deveria ser) guiado pelo "Código de Harry", uma série de regras criadas pelo seu pai adotivo para que ele não seja descoberto, preso ou acabe morto, o que transforma Dexter num assassino diferente (e que é aceito pelo público). Aproveitando seu trabalho dentro da polícia ele pesquisa casos de homicidas e esses se transformam em suas presas, ou seja, nosso protagonista só mata os caras maus e que não mereceriam estar vivos. Ele é quase um herói.

Eu estava sem acompanhar séries de TV há um bom tempo, as que assistia de vez em quando era The Big Bang Theory e alguns episódios aleatórios de Everybody Hates Cris na rede aberta. Até que um amigo me perguntou se eu gostava de assistir e me indicou Dexter afirmando que se quando começasse não conseguiria mais parar e eu, sempre cético, não acreditei muito mas prometi conferir para ver se era tudo isso mesmo e meses depois, junto com outros amigos, paramos para ver. Erro fatal.

Realmente, depois de assistir os dois primeiros episódios e ver que o nível da construção do personagem Dexter é tão bom que não da pra desligar. Sua apresentação, expressões, a maneira que age e pensamentos são no mínimo brilhantes. A sacada dos flashbacks em meio a outros acontecimentos contando detalhes da sua infância e adolescência, como e em que ele se transformou (foi transformado) é também muito boa, deixa você esperando ansiosamente quando virá o próximo. E como um bom seriado, as tramas secundárias também são muito boas, envolvendo a Miame Metro e investigações de outros crimes que de vez em quando se entrelaçam com a história principal.

Ficar pensando depois de terminar alguns episódios é algo frequente. Diálogos e pensamentos bem críticos a sociedade que temos hoje, em que somente a aparência, não apenas física, é importante. A sociedade das máscaras, onde todos têm algo a esconder. E Dexter pode dar aulas no assunto, é um verdadeiro mestre em fingir e esconder seu verdadeiro eu de todos.

Os outros personagens também têm seu valor dentro da série. Muito bem construídos e com diferentes histórias, é até possível criar afinidade com vários deles. Em destaque o Sargento Doakes, sempre com os dois pés atrás em relação ao Dexter; Rita, que mesmo parecendo ser chata e atrapalhar, deixa a trama mais complexa; Angel Batista, que não tem nada de especial, mas consegue ser um personagem bastante carismático (deve ser porque também é latino); Debra Morgan, irmã do Dexter, que a cada 5 palavras 7 são palavrões e que transa com quase todos os outros personagens; Masuka, o japonês pervertido, entre outros.

Porém comete uma falha clássica, o grande tropeço dos bons seriados, começar muito bem e depois não conseguir acompanhar o mesmo ritmo. É o que acontece da terceira temporada em diante. Apesar de ter alguns pontos altos, como o casamento do Dex, nascimento de seu filho e alguns conflitos psicológicos, não conseguem dar aquela mesma sensação de ter que assistir o próximo episódio porque não vai conseguir dormir sem saber o que acontecerá. Algumas coisas começam a se repetir e assim vai terminando os episódios seguintes.

"Todos temos algo a esconder,
uma parte sombria que não 
mostramos ao mundo.
Fingimos que está tudo bem.”

Em uma boa tentativa de reaquecer a série, na quarta temporada entra um novo personagem que a princípio parece dar uma virada total nas coisas. Trinity, um serial killer que age a 30 anos pelo país. O que parece ser um personagem muito bom, quase um Dexter só que bem mais velho, mais experiente e que consegue criar aparências sociais muito melhor que ele é na verdade uma criatura fraca e cheia de medos. Depois de perceber isso você só fica esperando que ele "vá logo para a mesa" de um profissional, no caso, o Dex. A quinta temporada começa com uma boa premissa, mas logo volta na velha repetição dos casos anteriores e as novidades (nem tão novas assim) que são adicionadas não são suficientes para te manter empolgado, ou seja, só assiste porque é a última. O final dela fica aberto, abrindo possibilidades para uma nova aventura.

No geral, Dexter é uma série boa e eu a recomendaria para qualquer amigo, então vale a pena assistir sim, mas devido esse apagamento no final eu já avisaria com antecedência o que os espera. Se tivesse conseguido seguir a linha das duas primeiras temporadas, com certeza seria um seriado mais que excelente. Eu li que a primeira temporada seguiu bastante a história do primeiro livro e que mais pra frente os dois seguiram caminhos diferentes, essa pode ser uma possível explicação para o que aconteceu no seriado (e os livros devem continuar bons... infelizmente não li ainda).

Avaliando o conjunto total da série a nota final é 8, pois os pontos altos, mesmo nas partes mais fracas, são bem bacanas e também pela qualidade das duas primeiras temporadas. Se fosse avaliar somente essas, a nota seria em torno de 9,5.

25 agosto 2010

Por que não escrevo com a freqüência que gostaria

Ultimamente venho pensando que tenho que escrever uns textos para os blogs que sou autor (este e o LC) mas o que acontece é o seguinte:
Sempre quis ter uma caneta dessas. =)
Para eu escrever algo para postar no LC eu tenho que criar antes, pensar e analisar essa ideia e tudo mais. Os textos lá são de alto nível, tanto o Andrius quanto o John escrevem muito bem e eu ainda não tenho essa habilidade, então para escrever lá tenho que trabalhar bastante em cima de um texto.
 Aqui o negocio é um pouco diferente, como aqui eu escrevo coisas sobre minha vida primeiramente tem que acontecer algo nela, o que não vem ocorrendo, ‘coisas’. Mas ai eu poderia escrever sobre o que já aconteceu, passado, porém para isso eu preciso me lembrar. Eu também consegui controlar minha insônia então perdi o único horário que tenho paz na minha casa, que é a madrugada.
Bom, até o final de semana eu tento escrever alguma coisa, tenho umas ideias vagas, pode ser que saia algo curto. Já para o LC, não tenho previsões.

02 agosto 2010

Desenhos #1

Esse post é para completar o anterior que falei sobre quanto eu desenhava e tal. Estes são alguns dos desenhos que fiz na época do Curso.  As imagens ficaram cortadas porque as originais estão em papel A3, mas ficou legal mesmo assim. Clique nas imagens para ampliar:


 Paisagem [sem nome pq não tenho criatividade]
Técnica de Giz Pastel

Galo

Técnica de Aquarela

A Vaca

Técnica de Nanquim

Esses são os três mais legais que eu fiz, sendo o da vaca minha "obra máxima" [eu sei que é um boi, mas eu chamo de vaca!]. Vale lembrar que eu tinha 15 anos quando fiz o curso.

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HZ

23 julho 2010

Ontem voltei a desenhar...

A insônia esta acabando comigo, vou começar a utilizar este tempo para escrever já que não consigo ler.

Então, ontem voltei a desenhar ou estou tentando ainda. O desenho tem uma história bem interessante na minha vida, eu estava lembrando quando foi a primeira vez que desenhei e não consegui lembrar a princípio, mas depois de começar a escrever lembrei que quando era bem novo, em São Paulo, eu fazia uns desenhos dos Looney Tunes ou algo assim. Lembro de bastante coisa depois que mudei pra Londrina, eu gostava bastante de desenhar e passava bastante tempo fazendo isso. Em 2000 eu comecei a desenhar com mais frequência, teve a “modinha” de desenhar Pokémons e tudo mais.

Minhas lembranças ficam mais claras em 2001, sexta série no Colégio Vicente Rijo [fiz uma tabela para relacionar o ano e a série que estudei] que eu desenhava ainda mais, meu caderno era cheio de rabiscos que iam desde homens-palito até os personagens do Dragon Ball Z, anime que era sensação do momento. No grupo de amigos que eu andava quem desenhava além de mim era o Rafael, o José Rafael e o Vinicius, todos sempre tinham um desenho novo toda semana ou todo dias pra mostrar para o pessoal.

Lembramos até hoje de um dos personagens primordiais das minhas piras de DB: eram dois homens-palito com o cabelo de um Sayajin, José e Inácio e eles se fundiam formando o JoséInacio [na verdade o nome dele era pra ser JoséHenrique em 'homenagem' aos caras do grupo mas eu achei que não ficou legal e acabei pegando o nome do professor de história], um homem-palito musculoso[?]. Não sei como isso surgiu e não sei como achávamos graça disso, o interessante é que esse personagem deu origem a outros no mesmo seguimento, por exemplo, o JoaoJoseRodrigoRodolfo [João+José; Rodrigo+Rodolfo...], criado pelo Zé Rafael. Tiveram outros personagens com nomes maiores e mais esdrúxulos, mas não me lembro o nome agora [gastei um parágrafo inteiro pra isso].

As modas de desenho foram passando: robôs, personagens de jogos ou qualquer coisa que conseguíssemos ficar viajando. Entre 2002 e 2003 eu decidi que queria ser desenhista, havia desistido da minha carreira de jogador de futebol e resolvi me dedicar ao desenho.

Saltamos para 2004. Sai do Vicente, fui para o Colégio Nilo Peçanha que era mais perto da minha nova casa e perdi contato com meus antigos amigos por uns seis meses. No novo colégio também tinha um pessoal que desenhava, mas o esquema deles era outro, eles gostavam de desenhar carros e eu nunca consegui fazer um, sempre ficava muito ruim quando eu tentava.

O que aconteceu de legal nesse ano foi eu ter começado um curso de desenho muito bom e muito caro, Curso Prisma. Eu era o mais novo da turma, tinha um pessoal estudando pra prova específica de desenho da UEL e eu no meio, mas quase ninguém sabia disso então me tratavam normalmente. Tinha um cara gordão que era muito camarada e que desenhava muito, ele tinha feito um curso em São Paulo com o Mauricio de Souza e tinha umas moças na turma muito bonitas [=P]. Eu gostava bastante de lá, sempre fazia brincadeiras com todos, falava coisas idiotas sobre a Loteria e o tempo [me chamavam de Homem do Tempo, isso fica pra outra história], mas eu achava que a professora não gostava de mim....

[pizza e coca-cola]

Nessa época eu voltei a encontrar meus amigos do Vicente, eles moravam perto do curso e eu ia sempre a casa deles. Teve uma vez que encontrei o Zé Rafael e depois encontramos a mãe do Henrique, outro grande amigo nosso, perguntamos como ele estava e tudo mais depois falamos algo assim: “Ele esta em casa? Tem café da tarde lá pra a gente? Então vamos visitá-lo!!!” e fomos até lá. Ele ficou muito puto.

Voltando ao desenho, uns seis ou sete meses depois eu parei de ir ao curso, já tinham me tirado da turma que eu estava, fiquei muito de cara e sai. Não sei se tinha certificado ou não, sei q não fui mais.

Passei uns dois meses desenhando depois parei de praticar em casa, só desenhava nos cantos dos cadernos. Tinha algumas ideias, mas não passava para o papel e depois de tudo parei totalmente, ficava só no pensamento e nas lembranças.

Um dia, não sei quantos meses depois, peguei um dinheiro, comprei o material básico [papel canson, lápis variados etc.] e resolvi voltar a desenhar. Durou só uma noite... tentei reproduzir uma paisagem mas não saiu como eu esperava, guardei de volta.

A vontade de um dia voltar a desenhar sempre foi constante, mas sempre ficava para as próximas férias. Acabei virando um viciado em tiras e um apaixonado [ainda mais] por histórias em quadrinhos, isso em 2009.

Nas férias do ano passado fizemos uma brincadeira de desenhar personagens em que cada um da mesa tinha que desenhar uma parte pra formar um só, eu então percebi que tinha que voltar para essa vida. Fiz uns desenhos durante o começo do semestre, só uns testes rápidos, nada com compromisso. Ontem [que para mim ainda é hoje porque não dormi] num momento de solidão eu resolvi voltar a desenhar. Fiquei buscando coragem e inspiração [vide Twitter]. Eu consegui fazer dois desenhos, muito ruins por sinal. Espero que continue praticando pelo menos pra me divertir.

Para finalizar vou fazer umas considerações sobre minhas habilidades desenhísticas. Eu NUNCA desenhei bem, nem espero isso, sempre fui mais ou menos, no Vicentão os outros caras da turma não achavam que eu desenhava, falavam que não tinha sido eu que os fazia. Quando eu estava no curso eu desenhava legal, era um bom aluno, tinha facilidade, mas só.

Se eu tivesse que definir falaria que sempre fiz cópias de outros desenhos muito bem [alcunha O Copiador], gostava de ampliar e reduzir e a partir disso vem uma qualidade que eu tinha [eu considero uma qualidade]: depois de aprender o traço de alguém eu conseguia fazer minhas próprias criações com o estilo parecido. Agora estou fazendo os desenhos baseados no traço do John Kovalic, o mesmo que desenha as cartas do Munchkin. É simples e eu acho muito bom seu estilo e seus desenhos.

Enfim, voltei, espero que continue.

[19/07/2010 - 04h37min]
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HZ